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A SAGA E AS INVENÇÕES DE SANTOS DUMONT

“O homem há de voar.”

- Santos-Dumont

Santos Dumont, em seu Atelier com seus projetos

"As invenções são, sobretudo, o resultado de um trabalho teimoso, em que não deve haver lugar para o esmorecimento.”

- Santos-Dumont

CRONOLOGIA DAS INVENÇÕES DE ALBERTO SANTOS-DUMONT

1898 - Balão “Brazil” - Balão Livre Esférico. Primeiro vôo em 04.06.1898.

Prova de balões esféricos à qual Santos-Dumont compareceu com o Balão Brasil, promovida para comemorar a criação do Aeroclube da França e do campo de Saint-Cloud, em 1898.

1898 - Dirigível Nº 1 – Primeira que utiliza cordas presas diretamente ao invólucro.

Dirigível nº 01, de Santos-Dumont - decolando.

1898 - Dirigível Nº 2 – Motor Dion-Bouton modificado.

Dirigível nº 2, Santos-Dumont

1899 - Dirigível Nº 3 – Empregou pela primeira vez o gás de iluminação em lugar do hidrogênio, mais caro. O aparelho era afilado nas pontas e, para abrigá-lo, construiu um hangar especial, o primeiro do mundo. Realizou o primeiro vôo em 13.11.1899. Realiza a primeira experiência com seu dirigível n° 3 Saindo de Vaugirard e contornou a Torre Eiffel pela primeira vez. Segundo ele, “foi a ascensão mais feliz que até a data realizei”.

Dirigível nº 3, Santos-Dumont

1900 - Dirigível Nº 4 – Em forma cilindro - cônica, simétrica, com 28,6 m de comprimento, diâmetro na parte cilíndrica de 5,6 m e um volume de 420 m3. Algumas inovações foram incorporadas: motor mais potente de 7 cavalos e 2 cilindros, um selim de bicicleta no lugar do cesto, a hélice dianteira e pedais para acionar o motor. Pilotou sentado numa sela de bicicleta, de onde dirigia e controlava o motor, o leme de direção e as torneiras do lastro, que em vez de areia, compunha-se de 54 litros de água, guardados em dois reservatórios. Subiu com sucesso em 1º de agosto.

Dirigível nº 4, Santos-Dumont, em construção no Hangar. Notem o motor de 4 cilindros, com 10 CV de potência

Dirigível nº 4, Santos Dumont

1901 - Dirigível Nº 5 – Motor de 16 HP, com 41kg, e fabricado pelo próprio aeronauta. O balão, no entanto, chocou-se com um prédio de Paris e o cientista ficou pendurado a vinte metros de altura, mas saiu ileso.

Panorâmica do hangar com o Dirigível Nº 5, Santos-Dumont. e o Professor Langley (EUA) em primeiro plano.

1901 - Dirigível Nº 6 – Custou cerca de 30 mil dólares. Contornou a Torre Eiffel e voltou ao ponto de partida (o campo de aerostação de Saint-Cloud) em menos de uma hora. Pelo feito, conquistou em Paris o Prêmio Deutsch de la Meurthe. Com o mesmo dirigível tentou atravessar o Mediterrâneo (1902), mas caiu no mar, sofrendo seu segundo sério acidente.

Dirigível nº 6, Santos-Dumont, contorna a Torre Eiffel, em 01.04. 1901, e recebe finalmente o "Prêmio Deutsch de la Meurthe"

1902 - Dirigível Nº 7 – Santos-Dumont iniciou a construção de um novo dirigível, projetado para enfrentar a questão da velocidade, o Nº 7 era movido por um motor Clément de 70 cavalos, que acionava duas hélices de cinco metros de diâmetro, uma à proa e uma à ré. O inventor acreditava alcançar 80 quilômetros por hora com o aparelho, o que, segundo ele, permitiria o uso cotidiano dos balões, uma vez que ele estimava uma velocidade dos ventos de no máximo 50 quilômetros por hora. O Nº 7 contava com 1.257 metros cúbicos de hidrogênio e o motor era refrigerado a água.

Dirigível nº 7, Santos Dumont

Pulou o Nº 8 por superstição.

1903 - Dirigível Nº 9 “Baladeuse” – Primeiro vôo em 07.05.1903. O menor e o mais famoso dos dirigíveis de Santos Dumont, de 1903. Fez muitos passeios sobre Paris, sendo visto quase diariamente, descendo nas ruas das cidade, com o intuito de mostrar a versatilidade a capacidade de transportar do aparelho.

Dirigível nº 9, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 10 – Chamado dirigível-ônibus, tinha capacidade para dez passageiros. Somente em teste, porém, o objetivo era para ser um ônibus voado.

Dirigível nº 10, Santos-Dumont

1905 - Monoplano- Bi-motor Nº 11 – Inspirado em Sir Jorge Cayley.

Monoplano, bi-motor nº 11, Santos-Dumont

1906 – Monoplano-bi-motor Nº 12 – Não teve sucesso com o projeto do Nº 12, um helicóptero de dois propulsores. A tarefa de projetar um motor adequado para esse equipamento, ao mesmo tempo mais leve e mais potente, estava muito aquém dos conhecimentos de engenharia da época. Ficou somente no projeto.

Projeto nº 12 - Helicóptero, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 13 – O número Nº 13, semi-rígido e com gerador próprio de ar quente, descrito por ele como "um grande iate aéreo", combinando o uso do hidrogênio com o de ar quente. Possui 19 metros de comprimento. Em 31 de dezembro de 1904 foi destruído por uma tempestade antes mesmo de voar. Em razão da perigosa combinação acabou desistindo do projeto, que poderia facilmente transformar a aeronave numa bola de fogo.

Dirigível nº 13, Santos-Dumont

1905 - Dirigível Nº 14 Trouville – Faz experiências em agosto, na costa do Canal da Mancha. O número Nº 14, semi-rígido, causou muito interesse do público em suas demonstrações, Também possuía motor Clément, e possuía um motor de 14 HP. De início possuía um invólucro longo e esbelto, com a hélice à frente do cesto onde ele o controlava. Um fato interessante é que este serviu de um rebocador para os ensaios do então batizado 14-Bis, tão relevante que hoje o ensaio em vôo do Centro Técnico Aeroespacial o tem como homenagem.

Dirigível nº 14, Santos-Dumont - no Hangar

Exposição do Dirigível nº 14, Santos-Dumont

1906 - Biplano Nº 14-bis – Em julho, iniciou testes com um aparelho mais pesado que o ar, batizado de 14-Bis. A invenção possuía 11,5 metros de envergadura nas asas, 10 metros de comprimento e 4,81 metros de altura. Todo o conjunto pesava 290 quilos, contando com o aviador. Os assentos eram de seda japonesa, com armações de bambu e juntas de alumínio. Os franceses apelidaram o estranho aparelho de oiseau de proie(ave de rapina), ou canard, devido à semelhança com um pato. Os ingleses o chamavam bird of prey. Em outubro, em Bagatelle, Paris, realizou o primeiro vôo mecânico do mundo, voando a dois metros do chão por cerca de sessenta metros. Em 12 de novembro do mesmo ano, voou em Paris a seis metros do chão ao longo de 220 metros com o 14-Bis. Com este feito ganhou a Taça Archdeacom, instituída para o primeiro aeroplano que com seus próprios meios se elevasse a mais de 25 m, e o prêmio do Aeroclube da França, para o primeiro avião que fizesse um percurso de cem metros.

Vôo do 14 Bis, Santos-Dumont

Exposição 14-Bis, Santos-Dumont

1907 - Biplano Nº 15 – “Tractor” e com ensaios em novos ailerons.

Santos Dumont a bordo de sua aeronave "Nº 15", no campo de Saint Cyr, arredores de Paris (1907)

1907 - Dirigível Nº 16 – Aparelho mais pesado que o ar com invólucro de hidrogênio e asas.

Dirigível nº 16, Santos-Dumont

1907 - Biplano Nº 17 – Versão semelhante ao nº 15, mas com um grande motor Levavasseur de 100 cv. Não chegou a testá-lo.

Projeto Dirigível 17, Santos-Dumont - não foi testado.

1907 - Hidroplanador Nº 18 “Hydro-glisseur” – Santos Dumont, aceitou a aposta de que seria capaz de fazer uma lancha desenvolver mais de 100 km/h na água. Construiu o nº 18, uma lancha movida por hélice tripla, ligada ao motor Levavasseur de 100 cv. Mantinha a fonte propulsora dos aviões, mas ia além, a lancha possuía uma asa e um leme submersos. Testou no Rio Sena, sem motor, não chegou a 100 km/h, perdendo a aposta.

Construção do Dirigível nº 18, Santos-Dumont

Hidroplanador nº 18, Santos-Dumont

1907 - Monoplano Nº 19 – O monoplano leve com estrutura de bambu denominado número 19 surge em 1907. Protótipo do Demoiselle possuía um motor Dutheil/Chalmers modificado.

Monoplano nº 19 - Protótipo de Demoiselle, Santos-Dumont

1909 - Monoplano Nº 20 “Demoiselle” – O número 20 surge apartir do número 19, sua fuselagem era construída de longarinas de bambu com juntas de metal e as asas cobertas de seda japonesa, tornando-o leve, transparente e de grande efeito estético. Estas asas de seda e graciosas davam-lhe a beleza do vôo de uma libélula, que assim o inspirou a denominá-lo Demoiselle (“libélula” ou “senhorita”). Considerado por muitos historiadores como o primeiro avião esportivo do mundo. Atinge 20 km/h.

Demoiselle, nº 20 - Santos-Dumont

1909 - Monoplano Nº 21 “Demoiselle” – O número 21 com motor Antoinette (ou Darracq), surge apartir do número 20 em 1909. A troca do motor e melhorias estruturais colocava como avião de série. Ainda apresentando alguns problemas de estrutura e baixa potência, que Santos=Dumont tentou compensar, o modelo nº 21, possuía uma fuselagem triangular composta por três hastes de bambu e nova asa, mais resistente e de maior envergadura, além da redução no comprimento do avião. Retorna a solução inicial de motor de dois cilindros contrapostos, instalado sobre as asas, atuando diretamente sobre a hélice.

Santos-Dumont, transportando seu Monoplano "Demoiselle"

1909 - Monoplano Nº 22 “Demoiselle” – O projeto do nº 22 era basicamente igual ao nº 21. Santos-Dumont apenas experimentou, nos dois modelos, vários motores de cilindros opostos e refrigerados a água, com potências variando entre 20 e 40 hp, construídos por Dutheil & Chalmers, Clément e Darracq. Observação: Santos-Dumont, por princípios, jamais requereu patente por seus inventos.

Santos-Dumont, com seu Monoplano nº 22

Monoplano "Demoiselle" , de Santos-Dumont

A "Demoiselle" media 10 metros quadrados de superfície de azas; era 8 vezes menor que o 14 bis! Com ella, durante um anno, fiz vôos todas as tardes e fui, mesmo, em certa occasião, visitar um amigo em seu castello.

#AlbertoSantosDumont #Invenções #Saga